terça-feira, 25 de março de 2008

Assumir responsabilidades (II); as demissões sucedem-se

Sernancelhe: Professores demitiram-se de Assembleia do agrupamento de escolas
19 de Março de 2008, 17:59

Viseu, 19 Mar (Lusa) - Os seis professores que integravam a Assembleia do Agrupamento de Escolas de Sernancelhe demitiram-se por considerarem que o seu projecto tinha "uma morte mais ou menos anunciada" com o novo diploma sobre gestão escolar.
José Amaral, professor que ocupava o cargo de primeiro secretário da Assembleia, disse hoje à Agência Lusa que as demissões foram apresentadas numa reunião terça-feira à noite.
"Foi uma decisão pensada, tomada e a Assembleia deixou de ter quorum suficiente para funcionar", explicou, acrescentando que três dos seis professores ocupavam os cargos de presidente, primeiro e segundo secretários da Assembleia.
O projecto de decreto de lei sobre autonomia, gestão e administração escolar prevê a criação de um Conselho Geral que, na opinião dos professores, porá em causa o projecto que iniciaram.
"O projecto em que nos revíamos tem uma morte mais ou menos anunciada, uma vez que vai ser constituído um novo órgão que é o Conselho Geral", lamentou.
Segundo José Amaral, além das competências habituais das Assembleias, a de Sernancelhe pretendia dar "uma maior visibilidade ao agrupamento, fomentando novas actividades".
"Neste momento, sabemos que não temos condições para fazer isso, porque, por mais projectos que façamos, logo que o Presidente da República promulgue o decreto de lei seremos destituídos", justificou.
O professor sublinhou que, assim sendo, "o projecto neste momento não tinha razão de ser", sendo a demissão "uma forma despegada de mostrar que os professores gostariam de lhe dar continuidade, mas colocam o lugar à disposição".
Contactada pela Lusa, a presidente do agrupamento remeteu esclarecimentos para os membros da Assembleia.
AMF.
Lusa/fim
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Nota: sublinhado da minha responsabilidade.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Bons conselhos duma mãe agradecida*

Logo depois de ter lido aqueles documentos sobre a avaliação dos professores, pensei como lhe deveria agradecer, Srª Ministra.
Afinal, aquelas horas passadas diariamente junto do meu filho a verificar se os cadernos e as fichas estavam bem organizados, a preparar a mochila e as matérias a estudar para o dia seguinte, a folhear a caderneta escolar, a analisar e a assinar os trabalhos e os testes realizados nas muitas disciplinas, a curar a inflamação de uma garganta dorida pela voz de comando "Vai estudar!" ou pela frase insistentemente repetida, de 2ª a 6ª feira:"DESPACHA-TE! AINDA CHEGAS ATRASADO!" ou o incómodo e o tempo perdido para o levar diariamente à Escola, percorrendo, mais cedo do que seria necessário, um caminho contrário àquele que me conduziria ao meu emprego, tinham finalmente, os seus dias contados. Doravante, essa responsabilidade passaria para a Escola e, individualmente, para cada um dos seus professores.
Finalmente, poderei ir ao cinema, dar dois dedos de conversa no Café do Sr. Artur, trocar umas receitinhas com a minha vizinha (está entrevadinha, coitadinha!) ou acomodar-me deliciosamente no sofá da sala a ver a minha telenovela brasileira preferida. O rapaz ainda me alertou para os efeitos das faltas o conduzirem à realização de uma prova de recuperação. Fiz contas e encolhi os ombros - poupo gasóleo e muitos minutos de caminho, de tráfego e de ajuntamentos. Afinal, ele até é esperto e, se calhar, na internet, encontra alguns trabalhos ou testes já feitos… Sempre pode fazer "copy – paste"… Efectivamente, as provas de recuperação parecem-me a melhor solução para acabar com a minha asfixia matinal e vespertina.
Ontem, a minha vizinha da frente, que tem dois ganapos na escola do meu, disse-me que, se ele continuar a faltar, o vêm buscar a casa, e que, no próximo ano lectivo, os professores vão tomar conta deles depois das aulas. Oiro sobre azul.
Obrigada, Srª Ministra. A Senhora é que percebe desta coisa de ser mãe! A Senhora desculpe a minha ousadia, mas será que também não seria possível fazer uma lei para os miúdos poderem ficar a dormir na escola? Bastava mandar retirar as mesas e cadeiras das salas de aula e substituí-las por beliches, à noite. De manhã, era só desmontar e voltar a arrumar. Têm bar, cantina e até duche. Com jeito, eles ainda aprendiam alguma coisinha sobre tarefas domésticas, porque, em casa, não os podemos obrigar a fazer nada ou somos acusados de exploradores do trabalho infantil com a ameaça dos putos ainda poderem apresentar queixa junto das autoridades policiais.
Ao Sábado, Srª Ministra, podiam ocupá-los com actividades desportivas ou de grupo, teatro, catequese, escuteiros, defesa pessoal…O ideal mesmo era que os pudéssemos ir buscar ao Domingo, só para não se esquecerem dos rostos familiares.
O meu medo, Srª Ministra, é aquela ideia que a minha vizinha Sandrinha, aquela dos três ganapos, comentava hoje comigo. Dizia-me que a Senhora Ministra quer criar o ensino doméstico. Eu acho que ela deve ter ouvido mal ou então confundiu o jornal da SIC com aquele programa da troca de casais do canal 24. Eu acho que isso não vinga em Portugal, porque não temos a extensão de uma América do Norte ou de uma Austrália e, por outro lado, tinha que comprar e equipar os VEI (veículos de educação itinerante), o que iria agravar mais o deficit das contas públicas e o insucesso dos nossos miúdos. Foi isso eu disse à Sandrinha. Acho que ela deve estar enganada. Logo agora, que podemos respirar de alívio porque não temos que nos preocupar com a escola dos garotos, essa ideia vinha destruir tudo, porque os obrigava a ficar em casa para receberem os VEI e aos pais ainda iria ser exigido algum acompanhamento.
A Senhora faça é aquilo que decidiu e não oiça o que os inimigos dos pais e das mães lhe tentam dizer (já agora, lembre-se da minha sugestãozita!). Assim, os professores, com medo da sua própria avaliação, passam a dar boas notas e a passar todos os miúdos e, desta forma, o nosso país varre o lixo para debaixo do tapete, porque é muito feio e incomodativo mostrarmos, lá fora, que somos menos capacitados que os nossos "hermanos" europeus.
Uma mãe e encarregada de educação agradecida,

*Teresa Pimenta
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Notas: 1 - Avisa-se a senhora socióloga que esta carta está cheia de ironia; o aviso serve também para os seus "cães de fila", obedientes e acríticos, à espera do "osso"; ela e eles podem perguntar a qualquer professor o que significa ironia; 2 - Já há tempos que este texto circula entre blogues; foi-me enviada por mão amiga, pedindo a sua publicação; aqui a deixo, principalmente para quem ainda a não leu; e também não faz mal relê-la, já que o seu conteúdo permanece actual.

domingo, 23 de março de 2008

"Vicente", um corvo que canta ousadia e liberdade*

Torga escreveu:

"Mesmo desprovido de acção imediata,um protesto é sempre um protesto. Uma vez feito, desliga espiritualmente o seu autor da canga rotineira a que vai jungido, compromete-o publicamente com a subversão, solidariza-o com os demais revoltados, e movimenta a passividade, irmã gémea da conivência. Repõe o indivíduo marginal no clima do seu tempo histórico, e dá-lhe a possibilidade de semear ao menos o penisco da esperança no chão actual.Os filhos ou os netos que usufruam depois as vantagens do pinhal crescido".

Como são proféticas e actuais estas palavras escritas há exactamente 50 anos. Temos de ser como o Vicente, o corvo de Os Bichos, e preferirmos enfrentar o dilúvio a entrarmos à força na arca que estes Noés de meia tigela nos querem impingir.

José Coimbra
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*Nota: Texto enviado por José Coimbra, a quem agradeço. E, já agora, leiam e releiam Os Bichos, do Torga. Eu faço-o muitas vezes. Tão humanos, aqueles bichos.

ALELUÍA!

Não tenho aqui nenhum boneco à mão, para lhes desejar BOA PÁSCOA. Tenho um galo e uma coelha, mas desses já se falou bastante, e não os quero misturar com os bichos verdadeiros, que esses têm dignidade.
Boas Festas para todos. Eu passarei o dia em Vila Real. Talvez vá de novo a Galafura, por causa dumas fotografias, e para respirar silêncio puro.
A verdadeira Páscoa, para mim, é só na segunda-feira. Aposto que irei de casa em casa, pelas casas lá da aldeia, a cantar ALELUÍA. Assim mesmo. Que na minha terra a palavra tem mesmo as quatro sílabas. Não ficasse ela no Minho.
Até breve.
Um abraço.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Já se ouvem os sinos tocando a rebate

1.
Quando o sino tocava a rebate, a aldeia levantava-se em peso e corria. Acorria. Todos. A maior parte nem sabia a quê. Mas acorria correndo. Homens, mulheres, jovens, crianças. Era uma solidariedade tão intensa e tão humana que apagava diferenças, que apagava inimizades.
Normalmente era um fogo. Agora chamam-lhe mais um incêndio. Entre “fogo” e “incêndio” ia e vai um abismo de distância semântica. O “fogo” continha mais a inocência trágica do fortuito ou do louco; o “incêndio” continha mais a culpabilidade dramática do ódio ou do dinheiro.
Eram raros, um e outro. Agora são mais frequentes, principalmente o “incêndio”. Tornou-se praga nacional, com direito a época própria. E a ele se associa, sempre e cada vez mais, a culpabilidade dramática, não do ódio, mas do cinismo que tenta justificar a incúria irresponsável e o jogo de interesses, de que muitos se aproveitam. Justificam-se com a “seca”. O que tem alguma verdade. Como convém. Para desviar a atenção da incúria irresponsável e do jogo de interesses, os verdadeiros incendiáros.
2.
Se o cinismo oportunista - tentando ocultar a incúria irresponsável, o jogo de interesses e o seu “aproveitamento”, oportunista ou ladrão -, se cingisse só aos incêndios - que cobrem tudo dum negro que se nos espeta na vista, descendo ao coração chorando -, isso seria um mal menor ainda, de solução bem possível, assim houvesse vontade.
Mas o pior de tudo, e esse é o mal maior, é que esse cinismo oportunista se tornou táctica política, contaminando largos sectores sociais, principalmente aqueles que mais resistem à desumanização tecnocrática crescente, ou que estão mais fragilizados. E essa táctica política tornou-se agora incendiária, perseguindo uma política estúpida de terra queimada e anárquica.
Há exemplos concretos disso na área da Justiça, na área da Saúde e, muito principalmente, na área da Educação.
3.
O Primeiro-Ministro quis sempre dar de si uma imagem de determinação. Construíram-lhe essa imagem com recursos que nós pagamos. Disseram-lhe que decidir era importante – como, porquê, para quê e com que consequências, isso pouco importava, pelo que ele não tinha que justificar nada. Enredou-se em decisões sem fundamentos sinceros, que tivessem validade, num voluntarismo tonto de mostrar que decidia contra tudo e contra todos, que isso é que era ser
determinado, decidido, corajoso. Que isso é que dava a entender que ele sabia o que queria, que ele sabia para onde ia.
Foi obrigado a recuar. Foi obrigado a dar o dito por não dito. Não de uma forma digna e justificável, mas de uma forma arrogante e autoritária, demonstrando insegurança, desnorte, casuismo e oportunismo. E logo as suas luminárias patetóides, acharam que isso não podia ser. E deram-lhe o sábio conselho de reforçar, de forma irracional, a trincheira do ataque descabelado ao sector da Educação, só para salvaguardar a imagem de barro do homem decidido, que não é, e que sabe para onde vai, embora quanto mais avança, mais se veja que não sabe.
E foi assim que ele ensaiou frases e meias frases para dizer na televisão, mas tão desastradas foram que logo todo o mundo viu que ele não sabia daquilo que debitava numa repetição confrangedora: aulas de substituição, Inglês, mais tempo nas escolas, mais tempo nas escolas, Inglês, aulas de substituição, aulas de substituição, aulas de substituição, avaliação, avaliação, avaliação. E mais nunca disse.
Foi então que recebeu pronto o apoio descarado e poderoso das agências mediáticas que controla, ou por cujos interesses vela, e que lhe fizeram o favor, não só para o defender, mas também para intoxicar a opinião pública contra os docentes.
Foi programa atrás de programa, entrevista atrás de entrevista, comentador interesseiro, oficial ou oficioso, atrás de comentador. Uns distorceram as causas da indignação dos professores; outros, insidiosos, lá iam deixando escapar frases subliminares, dando sempre a entender que os professores eram preguiçosos, que o insucesso era só culpa deles, que estavam mal preparados, que temiam a avaliação.
Todos eles, em uníssono, tentavam desmobilizar a manifestação de 8 de Março. Saiu-lhes pela culatra o tiro. A sua desfaçatez mercenária incendiou ainda mais os ânimos dos professores indignados. E estiveram em Lisboa 100 mil.
4.
Havia que fazer esquecer as imagens dessa imponente manifestação que irá fazer história. E então lá vem o comício nacional do PS. Poderia até já estar programado. Mas, objectivamente, e como foi reconhecido, esse comício foi feito, para se conseguirem umas imagens apertadinhas, num espaço pequenino, que ocupassem o espaço mediático, tentando “tapar” as imagens da manifestação dos professores.
Não faltou nesse comício aquela senhora, em forma de múmia, que foi ministra da Educação, que recebeu umas palminhas de desagravo, mas não abriu a boquinha, pequenina, coitadinha, como diria o Garrett.
E na encenação daquele ajuntamento socialista não faltou aquele truque, tão velho que já tem barbas, de escolher sala pequena para que as pessoas não coubessem, ficando algumas na rua, para a comunicação social amiga dizer que eram tantas, tantas, tantas que nem cabiam no lugar tão vasto.
Mas o melhor de tudo, foi, terminada a “missa”, ver o Sócrates sair para a rua, de peito feito e destemido, descendo a rua em direcção ao local onde tinham estado de luto alguns professores muito dignos, a ver se recebia a esmola de receber um insulto. Um estalo na cara, então, é que vinha mesmo a calhar, para se fazer de vítima. Ele pensa que os professores são como ele. Não teve a sorte que queria.
5.
Depois daquela manifestação, que foi todo país em Lisboa, e Lisboa em todo o país, começaram a falar mais alto os comentários politicamente correctos dizendo que agora o Sócrates é que não podia recuar, e tinha que manter a ministra. É um critério tido por sério. Mas que no meu entender é mesquinho.
Para manter a ministra, embora ela seja um peso morto, continua a valer tudo. Até mesmo a mentira. Mesmo as provocações. Rápidos, fizeram cedências para enganar o país. Chamaram-lhe “flexibilidade”, chamaram-lhe “simplificação”. Eles até cediam a tudo, desde que os professores se calassem e deixassem que eles dissessem que não tinha havido recuo. Mas os professores não são hipócritas. E, ao contrário deles, levam a educação a sério. Não caíram nem vão cair numa armadilha tão sonsa.
Eles dizem que vão continuar com esta pseudo-reforma. Na verdade não é reforma: é um ataque cerrado a dignidade dos professores, é uma tentativa de continuar a humilhá-los. Na sua teimosia egoísta e estúpida, querem destruir a Educação, incendiando tudo à passagem, num atentado à democracia, num atentado à inteligência.
E o que eles querem também é usar os professores como carne para canhão, pensando que isso lhes dará votos numas próximas eleições.
Por isso, em vez de paz, eles querem guerra. É isso que os leva a diabolizar os professores, denegrindo-os o mais possível.
Mas nós não vamos desistir. Ninguém abdica da sua dignidade. Muito menos os professores. É que, se o fizessem, estavam a abdicar também da dignidade e da qualidade do Ensino Público, da dignidade do país.
E isso, os professores não vão deixar.
Já se ouvem os sinos tocando a rebate. O povo acorrerá para apagar o incêndio, ateado pela irresponsabilidade, pela irracionalidade, pela incúria, pelo jogo de interesses, pelo jogo eleitoral, para queimar a educação.
E mesmo que o povo não acorra, os professores vão acorrer sempre.
Eles já andam de luto.
Mas esse luto encerra em si a esperança da ressurreição.

domingo, 16 de março de 2008

A justiça também causa dor*

Ora viva, Senhor Tempo!
Confesso que já tinha alguma saudade de textos como O pisco e o cuco. (No TempoBreve)
É que só a palavra "luta" já me assusta. Não que a vossa não seja justa, mas a justiça, às vezes, também causa dor. E é precisamente isso que me atormenta.
Bem sei que agora dor só tem quem quer, porque há remédios para isso. Mas também há "maleitas" que nenhuma droga cura. Bem, não quero divagar - por isso é que ainda não sou mãe - mas cá da minha cova vou observando o que se passa.
Sabe uma coisa? Como tenho muito tempo para pensar e o silêncio a isso me ajuda, receio estar a ver-vos, daqui a algum tempo, com uma frustração enorme, do tamanho da vossa esperança. É que há muitos que agora estão convosco, mas não tarda nada vão mudar de barricada: basta que lhes mostrem uma cenoura! E há tantos "artistas" já a mostrar "cenouras". Não viu o que se passou no Porto? O que hoje é verdade incontornável, amanhã vai parecer apenas uma metáfora, e, depois.
Bem, pareço quase uma velha, o que não é metáfora, felizmente. Mas cá da minha cova tenho visto já tanta coisa... Por isso lhes desejo muita sorte, mas tenham cuidado com os que andam por aí disfarçados de cordeiros. Como estamos no período pascal (...),aproveitem-nos para o sacrifício...
Tenha um MUITO BOM DIA.

Cova da Moura
16 de Março de 2008
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Nota: Comentário enviado pela Cova da Moura, a quem quero agradecer aqui. Deixei-lhe um comentário meu no TempoBreve, pois foi lá que ela deixou este texto simpático.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os alunos já perceberam

Continuaremos a lutar mesmo que muitas vezes as desilusões se abatam sobre nós. Esta batalha não está perdida, mas, mesmo que eles ganhem a luta, nós ganharemos a guerra. Mas eles não nos conseguirão vencer, nunca em tempo algum, porque o coração dos que estão a lutar por um sistema Educativo decente bate em uníssono. Nunca professores e alunos estiveram tão unidos numa luta ( pelo menos eu sinto isso ), e assim continuaremos.
Se possível, quando estiver a ser organizada alguma espécie de reivindicação, informe-me. Terei muito gosto em participar.
Um abraço.

Carpe Diem
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Nota: Mais um apoio. Quase de certeza de um aluno. Temos de cuidar deles. Temos que os resguardar. Não nos podemos "aproveitar" deles. Nem queremos. Mas sente-se nas escolas que eles começam a informar-se e a interrogar-se acerca da nossa luta. E já a apreciam. E gostam de saber que o "seu" professor se interessa, se importa, dá a cara e luta, e que essa luta é também por eles. Eles já perceberam, porque andam na escola. Perceberam primeiro que os pais deles, porque conhecem os professores. E temos que cuidar deles, neste ano conturbado. Temos que lhes dar confiança. Esperança. Segurança. A nossa luta é por nós. Mas é por nós porque é por eles.