domingo, 16 de março de 2008

A justiça também causa dor*

Ora viva, Senhor Tempo!
Confesso que já tinha alguma saudade de textos como O pisco e o cuco. (No TempoBreve)
É que só a palavra "luta" já me assusta. Não que a vossa não seja justa, mas a justiça, às vezes, também causa dor. E é precisamente isso que me atormenta.
Bem sei que agora dor só tem quem quer, porque há remédios para isso. Mas também há "maleitas" que nenhuma droga cura. Bem, não quero divagar - por isso é que ainda não sou mãe - mas cá da minha cova vou observando o que se passa.
Sabe uma coisa? Como tenho muito tempo para pensar e o silêncio a isso me ajuda, receio estar a ver-vos, daqui a algum tempo, com uma frustração enorme, do tamanho da vossa esperança. É que há muitos que agora estão convosco, mas não tarda nada vão mudar de barricada: basta que lhes mostrem uma cenoura! E há tantos "artistas" já a mostrar "cenouras". Não viu o que se passou no Porto? O que hoje é verdade incontornável, amanhã vai parecer apenas uma metáfora, e, depois.
Bem, pareço quase uma velha, o que não é metáfora, felizmente. Mas cá da minha cova tenho visto já tanta coisa... Por isso lhes desejo muita sorte, mas tenham cuidado com os que andam por aí disfarçados de cordeiros. Como estamos no período pascal (...),aproveitem-nos para o sacrifício...
Tenha um MUITO BOM DIA.

Cova da Moura
16 de Março de 2008
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Nota: Comentário enviado pela Cova da Moura, a quem quero agradecer aqui. Deixei-lhe um comentário meu no TempoBreve, pois foi lá que ela deixou este texto simpático.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os alunos já perceberam

Continuaremos a lutar mesmo que muitas vezes as desilusões se abatam sobre nós. Esta batalha não está perdida, mas, mesmo que eles ganhem a luta, nós ganharemos a guerra. Mas eles não nos conseguirão vencer, nunca em tempo algum, porque o coração dos que estão a lutar por um sistema Educativo decente bate em uníssono. Nunca professores e alunos estiveram tão unidos numa luta ( pelo menos eu sinto isso ), e assim continuaremos.
Se possível, quando estiver a ser organizada alguma espécie de reivindicação, informe-me. Terei muito gosto em participar.
Um abraço.

Carpe Diem
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Nota: Mais um apoio. Quase de certeza de um aluno. Temos de cuidar deles. Temos que os resguardar. Não nos podemos "aproveitar" deles. Nem queremos. Mas sente-se nas escolas que eles começam a informar-se e a interrogar-se acerca da nossa luta. E já a apreciam. E gostam de saber que o "seu" professor se interessa, se importa, dá a cara e luta, e que essa luta é também por eles. Eles já perceberam, porque andam na escola. Perceberam primeiro que os pais deles, porque conhecem os professores. E temos que cuidar deles, neste ano conturbado. Temos que lhes dar confiança. Esperança. Segurança. A nossa luta é por nós. Mas é por nós porque é por eles.

Professores: estamos convosco!

Viva, Sr. Tempo!

Finalmente veio até nós! Já estávamos a roer-lhe na(s) pele(s) por estar a lutar, a lutar pela dignidade (que vo-la querem tirar a vós, professores, e pessoas que são), o que nos fez reunir extraordinariamente nas suas vinhas nestes dias que esperam Primavera, sem demora.
Estamos atentos e também queremos ajudar. Vamos cantar e oferecer perfume(s) a todos os que se mostrarem cansados pelo caminho: caminho que se faz também com (o) sonho e a fantasia.
E esses não morrem. Esses é que nos fazem mover.Esses é que nos fazem lutar.
Força, amigo(s)!
Olhem que estamos convosco!


Violeta*
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*Este texto foi-me enviado pela Violeta, na forma de um comentário; não conheço a Violeta, e esse nome deve ser pseudónimo, o que, no caso, não tira nem põe; compreende-se o primeiro parágrafo se lhes disser que a Violeta e muitas outras pessoas estavam habituadas a encontrar aqui outro tipo de textos; não as abandonei; mas tive que me dedicar a outros combates; e continuo; os apoios vindos de quem não é professor são muito importantes; obrigado, Violeta.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Eu vou estar ao vosso lado

Fizeram-me chegar o testemunho que uma jovem escreveu no seu blogue. Chama-se Marta Castanheira, mas não me mandaram o nome do seu blogue. Sei que é de Braga, filha de colegas meus. E desde já lhe agradeço o texto que escreveu. Ei-lo!

"Sou filha de professores, afilhada de professores, amiga de professores, aluna de professores. Professores BONS!
Como a minha, muitas vozes ficam por ouvir. Não tenho qualquer base científica para me pôr para aqui a falar de “as avaliações isto”, “as avaliações aquilo". Mas, não tendo base científica, tenho o testemunho de uma vida!
Não vou tentar remar contra aqueles que desconhecem a realidade da vida de um professor. Eu conheço-a e bem. E cheia de bons exemplos. Deixo apenas a minha indignação.
E aos MEUS professores quero dizer que parem um segundo. Olhem à vossa volta!Para além do mundo escola, há muito mais: há filhos crescidos, com um futuro promissor; há netinhos que vos enchem o coração; há viagens e almoços de Domingo; há música. E, acima de tudo, há um sem número de alunos que com a maturidade certa vos reconhecem. E lembrem-se disto sempre na luta que travam. Lembrem-se disto, que isto ajuda.
Nós ajudamos, como podemos. Ajudamos a defender-vos porque sabemos o que vocês valem. E vocês devem ter sempre presente o valor que sabem que têm. E devem orgulhar-se dos vossos anos de carreira, de que nós, filhos, muito nos orgulhamos também.
Sei que é difícil, com tantas convicções abaladas. Mas tentem. Tentem por vocês. Tentem por nós. Embora mesmo crescidos, vamos precisar SEMPRE do vosso exemplo. É o que estais a fazer agora. Vamos precisar sempre de vós.
Mamã, Papá, Madrinha, Padrinho, Ana “da Martinha” e minha também, meus professores: não duvidem. Lutem. Como sempre lutaram pelo que é justo. E é JUSTO que sintam o que sentem. Mas sei que mesmo abalados, vocês não se vão deixar abater. E eu vou estar ao vosso lado."

Publicada no blogue de origem na Sexta-feira, Março 07, 2008

CONCENTRAÇÃO NO PORTO, DIA 15 (?)

Recebi o mail, que abaixo se transcreve - convocando uma concentração de professores - e que me foi enviado enviado por diversas pessoas. Recebi outros de teor idêntico, embora com outros articulados. Recebi ainda outros, simplesmente a dizerem que era preciso e urgente fazer qualquer coisa, para que não se alimentem sentimentos de desesperança e de isolamento. Recebi telefonemas e fui abordado directamente por colegas no mesmo sentido. Ontem, uma colega entregou-me, revoltada e a chorar uma fotocópia toda amarrotada com aquele escrito do Emídio Rangel.
O meu blogue é muito humilde e pequenino. A proposta que o mail contém tem tanto de óptima como de riscos. Por isso, eu não quis avançar com ela sem ter a certeza que a notícia estava ter ampla divulgação. Consultei várias pessoas. Consultei vários blogues. Agora vejo que essa proposta foi publicada por Paulo Guinote, no seu "A Educação do Meu Umbigo" - "educar.worpress.com", e a quem manifesto o meu reconhecimento.
Agora, esta proposta ganhou definitivamente uma outra dimensão. Não é fácil de concretizar, e exige muito cuidado da nossa parte. Mas quem é que disse que foi fácil fazer as manifestações que fizemos, cidade a cidade, e depois aquela manifestação majestosa em Lisboa? Quem é que acreditava naquela capacidade de luta e de unidade aqui há um mês atrás?
Cá para mim, esta proposta deve ser tomada muito a sério. E deve ser divulgada por tudo quanto é mail, por tudo quanto é blogue, boca a boca, telefone e SMS. É preciso estar a postos para, se ela avançar, estarmos todos preparados. O tempo de decisão não é muito. Cá por mim, deveríamos avançar. Com TODA a dignidade.
Aqui fica a tal proposta, que transcrevo, com a devida vénia de "A Educação do Meu Umbigo". Também transcrevo, logo a seguir, as observações que o Paulo Guinote faz, e que também devem ser lidas com muita calma e muito a sério. Dêem as vossas opiniões. Mas, caso concordem, o mais importante é cuidar da sua divulgação. Aqui vai, pois.


CONCENTRAÇÃO NO PORTO, SÁBADO, DIA 15


“O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que “protegerá” o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua.” (Público, 06.03.08)

Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para “atacar” sua excelência, que os professores não são arruaceiros!

Vamos dar-lhes mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE… todos de NEGRO e em SILÊNCIO!!!!.. os cartazes dirão o que se tiver a dizer!…. e os meios de comunicação serão a nossa voz!!!!

Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!!!!!!!!!!!!
REENVIA PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!!!!!

OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!!!!!!!!!

Observações de Paulo Guinote:

Em off, este mail tem sido objecto de discussão entre vários colegas, assim como a iniciativa proposta, que os proponentes pedem para divulgar.

Confesso que a coisa me provoca sentimentos mistos.

. Por um lado, seria uma forma de manter a manifestação do desagrado bem presente, em especial para a opinião pública, pois Sócrates, o PS e o ME sabem bem que foram da manifestação de sábado ficaram muitos outros professores que não puderam ou não quiseram ir, embora estivessem solidários com os presentes.

. Por outro, acho que se for mal conduzida, esta forma de manifestação do desagrado, pode dar a Sócrates uma hipótese para se vitimizar e apontar a outrém perturbações que só ele causou. Além disso, a manifestação de dia 8 correu com toda a normalidade e civismo, sem contra-manifestações de qualquer tipo.

Por isso mesmo, e caso a iniciativa avance, que seja estritamente nos moldes apresentados, sem arruaça, sem palavras de ordem, sem ruído que justifique qualquer tipo e sem declarações à comunicação social que fujam ao tom certo. E que não justifiquem que o PM apresente aquele cenho franzido e encrespado que ele toma por manifestação de «determinação reformista» e «coragem política».

De qualquer modo, a verdade é que a iniciativa do PS no Porto já caiu no anedotário político e quem a concebeu deveria ser sumariamente despedido do cargo por manifesta inépcia política.

Por isso, também não seria de desprezar a hipótese de mostrar até que ponto Sócrates está reduzido a comícios de desagravo em pavilhão com capacidade bem limitada.

terça-feira, 11 de março de 2008

Os sindicatos não podem vergar

Quando o Norte entrou na praça, rouco de tanto cantar e gritar, o Mário Nogueira estava a acabar seu discurso. Pelos vistos era já o segundo. Ouvi-o ainda a afirmar que com esta equipa ministerial já não era possível negociar. Que as negociações teriam de ser já com outros.
Hoje já reuniu com o recém “flexível” secretário de Estado, Jorge Pedreira. Pelos vistos ficou contente. Ficaram ambos contentes.
Não quero dizer mais nada. Espero que Mário Nogueira nos dê as boas notícias do seu contentamente. Só que já vi muitas coisas. Por isso, o meu esperar será um esperar ansioso. Um esperar preocupado.
Precisamos dos sindicatos. Mas os sindicatos devem saber por que é que fomos todos com eles.Não vou aceitar uns “troquinhos” ridículos a fingir democracia, a fingir flexibilidade, a fingir “vitoriazinhas”, ora dum lado ora doutro.
Um outro modelo de avaliação poderá ser testado. Este, não. A não ser que o mudem tanto, que ele não pareça ele.E também estou preocupado porque não ouço ninguém a falar do concurso para titulares. E não haverá reforma que possa cavalgar por cima de tal monstruosidade.
Isto não são divergências na luta. Isto são preocupações.
Há que manter a pressão sobre o governo. Há que estar atento a tudo o que se passar.
Os sindicatos não podem aceitar um qualquer experimentalismo com este modelo. Isso seria consumar o facto. E nós não vamos aceitar isso. Os sindicatos não podem vergar. Os sindicatos não se podem abaixar, e vocês sabem bem por quê.
Nós estamos todos com eles, em estando eles connosco. Em estando eles connosco. Em estando eles connosco.
Lembram-se das palavras de ordem? Eu lembro.
Está nas nossas mãos.
Está nas vossas mãos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Notícia da Agência Lusa: a luta continua.

NOTA INTRODUTÓRIA:

Hoje, ao longo do dia, fui contactado por vários colegas de várias escolas de todas as zonas do país. Como não me conhecem, telefonavam para a minha escola - D. Maria II -, perguntando por mim. No essencial, todos queriam congratular a minha escola e, nomeadamente, o Departamento de Línguas e Literaturas, pela posição assumida em reunião recente, posição essa que, para meu espanto, tem sido sistematicamente distribuída por todo o país, via e-mail, e por reprodução nos mais variados blogues sobre Educação. Um professor duma escola de Viseu fez questão de me informar que na sua escola o documento foi fotocopiado e distribuído a todos os docentes.
Fui também contactado por uma jornalista da Agência Lusa para recolher mais informações sobre o documento. O texto que se segue foi-me enviado pela Regina. Não sei se a Regina é a própria jornalista que me contactou via telefone, ou se é alguma colega que teve acesso a esta notícia e teve a amabilidade de ma enviar.
É uma notícia deveras interessante. Reproduzo-a, na íntegra. Leiam-na e divulguem-na.
Não podemos parar. A luta continua.
Não se enervem com os Tavares nem com outros avatares rangedores. Não nos metem medo. Falam do que não sabem. Mas nós sabemos. Não lhes temos medo.

regina disse...

Notícia interessante

Lisboa, 10 Mar (Lusa) - A maioria dos estabelecimentos de ensino pediu o adiamento do processo de avaliação dos professores, alegando "grandes dificuldades" na sua aplicação este ano lectivo, revelou à Lusa o presidente do Conselho das Escolas (CE)."
A maior parte das escolas afirma não estar em condições de avançar e, por isso, solicita que a aplicação do processo arranque apenas em 2008/09", afirmou Álvaro Almeida dos Santos. Segundo o responsável deste órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), as "grandes dificuldades" sentidas pelas escolas e invocadas para justificar o pedido de adiamento prendem-se com "a falta de maturação dos instrumentos, a ausência de recomendações específicas do
Conselho Científico [para a Avaliação de Professores] e a complexidade de todo o processo". Os problemas reportados levaram o CE a requerer à tutela uma reunião extraordinária, a realizar quarta-feira, na qual vai salientar "a necessidade de serem dadas condições para o desenvolvimento mais eficaz da avaliação".

Em declarações à Lusa, também Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), garantiu que "a grande maioria das escolas não está a avançar com o processo". "Umas nunca chegaram a iniciá-lo, outras decidiram suspendê-lo. É totalmente residual o número de escolas que aprovou os procedimentos de avaliação e que está a avançar. Se forem 20 a nível nacional, já será um número por cima", assegurou.

Num documento aprovado por unanimidade na semana passada e dirigido à ministra da Educação, o agrupamento de escolas da Pontinha, por exemplo, manifesta "a sua apreensão relativamente ao cumprimento dos procedimentos estabelecidos no decreto" que regulamenta a avaliação de desempenho, considerando que este processo "não é compatível com tempos escassos e orientações genéricas"."Concentrando-se todo o processo de avaliação no 3º período, ele gerará uma turbulência e desorientação na vida das escolas que em nada beneficiará a melhoria dos resultados escolares e a qualidade das aprendizagens dos alunos", refere o documento, assinado pelos conselhos executivo e pedagógico deste estabelecimento e já enviado ao ME.Neste sentido, o agrupamento de escolas da Pontinha propõe "que seja adiado o processo de avaliação de desempenho do pessoal docente, entretanto iniciado, para momento posterior ao da publicação de todos os documentos, regras e normas legais", pedindo ainda que seja concedido um "período de tempo mínimo" para a adequação e actualização dos instrumentos de regulação internos.

Idêntico pedido deverá ser aprovado esta semana pela escola secundária da Gafanha da Nazaré, depois de o conselho executivo ter admitido "muitas dificuldades" em implementar o processo."Hoje de manhã, numa reunião informal, houve uma manifestação pública por parte dos docentes relativamente à necessidade de suspender a avaliação este ano lectivo, já que neste momento é totalmente inviável prosseguir o processo. Deverá ser aprovada uma deliberação nesse sentido, na próxima reunião do conselho pedagógico", disse à Lusa Vítor Januário, professor de Português naquela escola.

Já na básica do 2º e 3º ciclos da mesma cidade, a presidente do conselho executivo admite que tudo está a andar "muito devagar", não tendo sido ainda aprovados os instrumentos de registo e indicadores de medida."Não estamos a fazer muito para que o processo avance. Tenho esperança que venham outras directrizes ou uma tomada de posição do primeiro-ministro. Alguma coisa deve estar para mudar depois da manifestação", afirmou Ana Seabra.

Os problemas relacionados com esta matéria estão igualmente a ser sentidos na secundária D. Maria II, em Braga. Numa reunião realizada na passada quarta-feira, os professores do departamento de Línguas pedem a suspensão "imediata de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação". No documento, já subscrito por 55 docentes da escola, cerca de 60 por cento do total, os professores alegam, nomeadamente, que o modelo de avaliação é "tecnicamente medíocre", contém "critérios subjectivos" e permite que os avaliadores sejam menos qualificados do que os avaliados, na sequência das "injustiças" verificadas no concurso para titular.

A Lusa tentou contactar o ME, o que não foi possível até ao momento.

JPB/MLS.Lusa/Fim
10 de Março de 2008 19:51